Quantos metros cúbicos tem uma árvore de Mogno Africano?

Quantos metros cúbicos tem uma árvore de Mogno Africano

Quantos metros cúbicos tem uma árvore de Mogno Africano?

O Mogno Africano é considerado uma das árvores mais valiosas do mundo devido à sua resistência, versatilidade e beleza. O seu fácil manejo também é considerado um diferencial para aqueles que querem investir em ativos florestais e/ou ter uma aposentadoria verde.

Mas, se você deseja obter lucro com esse investimento, é preciso fazer com que a qualidade da sua madeira atenda às exigências do mercado. Para isso, você precisa ficar atento em quantos metros cúbicos o Mogno Africano renderá de madeira superior, já que isso irá influenciar em sua lucratividade. Quer saber mais sobre o assunto? Então prossiga a leitura!

Os metros cúbicos de Mogno Africano

O corte raso do Mogno Africano costuma ser feito entre o seu 17º ao 20º ano. Nesse momento, a árvore possui cerca de 1 m³ em tora, quando plantada em sistemas puros (1.666 árvores por hectare) e o seu valor de mercado pode chegar até 600 euros para cada metro cúbico do Mogno Africano. Os valores variam de acordo com o diâmetro da árvore desbastada/cortada.

É importante lembrar que a produção de madeira de uma floresta não ocorre de uma única vez, pois a extração da madeira é feita através de manejos periódicos, também conhecidos como desbastes ou raleios. O manejo dos desbastes é uma das principais atividades da silvicultura, e através do desbastes é possível “moldar” a sua floresta, fazendo com que as árvores obtenham boa arquitetura e consequentemente maior valor econômico. Além do benefício financeiro do manejo, através desta prática é possível antecipar a idade dos cortes e obter o retorno mais rapidamente.

Nos primeiros anos da floresta de Mogno Africano, no 4º ano, é necessário fazer o primeiro desbaste com o objetivo de deixar apenas as árvores melhores formadas, de fustes retilíneos, a fim de obter maior crescimento no diâmetro e o aspecto de esbeltez desejada. As madeiras provenientes desse corte também são muito úteis sendo usadas para a confecção de palanques, construção de cercas, celulose e produção de estaca.

Quando o Mogno Africano estiver entre o 13º e 15º ano, a madeira atinge à maturidade biológica, que é quando o cerne está formado. Nesse estágio a produção é de  100 m³ de madeira em tora por hectare. 

Por fim as árvores remanescentes são destinadas ao corte raso, conforme exposto anteriormente, encerrando o ciclo da cultura entre os 17 e 20 anos.

O espaçamento do plantio tem a ver com o metro cúbico do Mogno Africano?

O espaçamento das árvores no campo influencia diretamente no metro cúbico do Mogno Africano produzido. O espaço vital mais adequado em plantios puros é aquele que traz ao silvicultor a melhor relação custo/ benefício.O espaçamento mais utilizado atualmente seria o de 3 x 2 ou de 3,5 x 1,7 metros, pois possuem  excelentes resultados e, além disso, apresentam diversas vantagens no desenvolvimento da floresta. Entre os benefícios estão:

  • Árvores com maior grau de esbeltez;
  • Retilineidade;
  • Maior altura de fuste;
  • Maior cilindricidade e maior seleção;
  • Melhor fator de forma;
  • Maior produtividade;
  • Maior mineralização da matéria orgânica;
  • Rápido fechamento do dossel e menor custo de operação. 

Essas vantagens citadas acima influenciam uma à outra, pois quando se é plantado nesse modelo de espaçamento, há a competição entre as árvores plantadas para obter mais luz e nutrientes no solo. Essa competição faz com que os Mognos Africanos cresçam de forma mais retilínea e produzam menos ramos laterais, assim, o fechamento do dossel se dá de forma mais rápida quando comparado à espaçamentos mais amplos, por exemplo. 

Por que fechamento do dossel é relevante?

O fechamento do dossel é benéfico, já que dificulta a passagem de luz fazendo com que as plantas invasoras não predominem na floresta, reduzindo-se assim o custo de manutenção da área, e por outro lado aumenta a mineralização dos nutrientes no solo, criando um ambiente propício para que floresta se desenvolva mais rapidamente, reduzindo assim a idade dos cortes.

Nesse processo de crescimento da árvore já é possível verificar melhor grau de esbeltez e retilineidade das árvores, fazendo que que elas tenham uma boa arquitetura. O grau de esbeltez é a relação entre o diâmetro à altura do peito (DAP) e a altura total da árvore, sendo que este fator é controlado através da densidade do povoamento. O diâmetro e altura adequada garantem estabilidade da planta contra tempestade, ventos e melhor fator de forma, e consequentemente maior aproveitamento da madeira na serraria, assim você terá mais metros cúbicos de Mogno Africano serrados. Quanto mais retilíneo e cilíndrico o fuste, e maior diâmetro, maior rendimento da madeira produzida.

Por isso, o melhor custo-benefício para produção de madeira para serraria são os sistemas puros, que consistem em um espaçamento  de 6 m²/árvore , facilitando a mecanização e melhor distribuição do espaço vital. Deste modo, inicia-se com o povoamento inicial  de 1.666 árvores/hectare.

Os espaçamentos maiores como os de  4 x 4 m ou 6 x 6 m já não são aconselháveis, pois fazem com que a árvore seja mais tortuosa, apresente mais galhos, maior conicidade e, consequentemente, baixo grau de esbeltez. Isso tudo faz com que haja menor seleção das árvores, e apresentarão fator de forma menor e, assim, baixa produtividade em metros cúbicos. 

O manejo do plantio  influencia na quantidade de madeira produzida? 

Sim, o manejo dos desbastes devem ser periódicos.No momento  do desbaste, são preservadas as árvores com maior potencial para produção de madeira final, como dito anteriormente, estas são chamadas também de “árvores de futuro”.

Adotando o sistema de desbaste por baixo não se deve esperar grandes lucros no primeiro desbaste, tendo em vista o diâmetro pequeno das toras. Mas, analisando a longo prazo, as árvores remanescentes responderão aos estímulos provocados pelo aumento do espaço vital, fazendo que ocorra uma aceleração do crescimento da floresta. Este processo foi conhecido por Assmann como “processo de aceleração natural do crescimento” ao observar o comportamento da floresta após os desbastes. 

Os desbastes faz com que as árvores que possuem crescimento mais rápido tenham um ganho em volume, principalmente em diâmetro, garantindo assim maior retorno financeiro ao silvicultor.

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