Erros ao estimar a lucratividade do Mogno Africano

Erros ao estimar a lucratividade do Mogno Africano

Erros ao estimar a lucratividade do Mogno Africano

Investir em Mogno Africano não é muito diferente de investir em outras culturas agrícolas, ou até mesmo em aplicações do mercado financeiro, pois antes de seu início é preciso analisar o investimento em números, isso significa: estudar os custos iniciais do projeto, o rendimento anual, tempo de retorno financeiro (payback), descobrir se o investimento é viável e, finalmente, ter uma estimativa de qual será a taxa interna de retorno (TIR). Vale ressaltar que essas premissas devem ser levadas em consideração em todo tipo de negócio. 

Alguns investidores acreditam que o Mogno Africano não precisa de qualquer tipo de cuidado, já que é uma árvore de fácil manuseio. Por isso, eles pouco analisam sobre esse investimento e isso é um erro.

Ao realizar o plantio de Mogno Africano, é possível estimar a produtividade das florestas como, por exemplo, quantos metros cúbicos serão produzidos por ano. Porém, existem equívocos comuns que são cometidos na hora de realizar essa estimativa, já que detalhes podem passar despercebidos ou são negligenciados. Para que isso não aconteça com você, neste artigo vamos contar quais são os erros mais comuns ao se estimar a lucratividade do Mogno Africano

Conheça agora 3 erros comuns ao estimar a lucratividade do mogno africano

Erro 1: não saber qual tipo de madeira será extraída das toras

O primeiro passo que você deve fazer ao iniciar o projeto para estimar a lucratividade do Mogno Africano é decidir qual será o objetivo desse plantio e qual tipo de produto será produzido a partir dessas árvores. Somente assim você terá uma estimativa inicial de qual será seu lucro final. Geralmente, o intuito das florestas comerciais de Mogno Africano é para uso comercial, ou seja, para se obter madeira nobre que atende um mercado específico. Neste ponto é importante saber que a floresta de Mogno Africano, bem como todas as florestas, possuem o “sortimento florestal”, que é a característica que a floresta possui de produzir diferentes tipos de produtos. O sortimento florestal leva em conta que uma floresta irá produzir, desde toras com diferentes diâmetros até mesmo peças especiais, como raízes e forquilhas.  

Por outro lado é também necessário diferenciar a madeira produzida pela sua qualidade e maturidade. É importante observar que somente é possível extrair madeira nobre do Mogno Africano com maior valor de mercado entre o 13° e 15º ano, que é idade de maturidade biológica da árvore. Lembrando que quanto melhor arquitetura e diâmetro, mais valorizada é a madeira.

É possível obter lucro com todos esses tipos de madeira. Por isso é importante ter previamente definido no projeto para qual mercado será destinado os produtos e subprodutos produzidos durante esse tempo.

Cada madeira possui um valor de mercado diferente devido a finalidade do produto final. Em florestas com espaçamento de 3 x 2 ou 3,5 x 1,7 metros, são previstos três desbastes e o corte raso no período de 18 anos. Nesses desbastes são obtidas as madeiras residuais, que são utilizadas como mourões, energia ou para fabricação de pequenos objetos. Já as toras maduras são usadas na serraria, na fabricação de painéis e lâminas, por exemplo.

Para se ter uma ideia, ao final do ciclo florestal, estima-se obter 40% de toras maduras com dimensões entre 25 e 35 cm e 20% de toras com dimensões acima de 35 cm, sendo que o restante são toras destinadas para resíduo (40%).

Outro fator importante é a unidade de medida a ser considerada, aqui nós estamos falando de madeira “em tora”. O investidor também erra ao achar que o volume de madeira produzida da floresta em pé será igual ao da madeira serrada e seca. Durante o processo de conversão há um percentual de perda ou resíduo, o qual faz com que haja uma variação expressiva na quantidade de madeira extraída da floresta. Se essa variável não for considerada desde o início do projeto, poderá ter um grande impacto na lucratividade estimada. 

Erro 2: não observar as exigências do mercado

Como citamos anteriormente, logo no início do projeto é necessário a definição do objetivo do Mogno Africano, o qual determinará qual mercado será atendido. Entretanto, muitos produtores negligenciam essa parte do projeto, o que torna esse erro comum ao se estimar a produtividade do Mogno Africano

Determinar o objetivo do projeto também serve para compreender quem será o consumidor do produto final. Apesar de não parecer óbvio ter essa compreensão de público, isso justificará o seu projeto florestal, já que será possível saber quais são as exigências de mercado para estimar corretamente o quanto de madeira deve ser produzida e se a regularidade no fornecimento desse tipo de madeira será preciso. 

Se for para atender o mercado nacional, é possível lucrar com o projeto a partir de poucos hectares. Geralmente o nosso mercado é menos exigente em relação a qualidade da madeira e não requer alto volume de produção, isso significa que não requer regularidade no fornecimento.

Já quando se trata do mercado externo, ele é mais exigente em relação à alta qualidade e regularidade no fornecimento. Nesse caso, é indicado plantio comercial a partir de dez ou mais hectares, o que daria o tamanho de dez campos de futebol. O mercado internacional conta com a vantagem da valorização da madeira atrelado à outras moedas como o dólar, que é uma moeda mais estável comparada ao real.

Erro 3: Subestimar os gastos com a manutenção da floresta

Apesar do Mogno Africano reduzir gradativamente o custo de manutenção ao longo dos anos, você não deve subestimar estes custos.  Toda floresta comercial precisa de cuidados periódicos, tanto antes do plantio, quanto durante o crescimento e no momento do corte raso. Principalmente nos primeiros anos, a floresta precisa de cuidados intensos para realizar as atividades correção de solo e controle de pragas na área no plantio e em seu entorno. Nos demais anos são realizadas as manutenções, que abrange o controle do mato e pragas, a poda ou desrama, desbastes e a mensuração florestal.

A mensuração florestal precisa ser feita todos os anos para monitorar o crescimento da floresta e realizar intervenções, caso seja necessário, para melhorar desempenho em tempo hábil. Na mensuração são escolhidas árvores de um talhão e coletadas as medidas como DAP e a altura da árvore, assim é possível obter a taxa de incremento anual.

É importante ressaltarmos que todas essas atividades exigem treinamento e mão de obra especializada. Algumas vezes esses fatores não são considerados em diversos projetos, o que influencia no cálculo do retorno financeiro. 

Além disso, quando as atividades mencionadas não são realizadas, elas impactam na qualidade da madeira, gerando assim uma redução da lucratividade do projeto.

Ao se estimar corretamente o valor da manutenção, você terá um bom acompanhamento de suas árvores. Dessa forma, caso a floresta apresente crescimento insatisfatório ou estagnação no crescimento, por exemplo, será possível intervir a tempo.

Como pudemos perceber, os erros mais comuns ao estimar a produtividade do Mogno Africano são fáceis de cometer, o que não é fácil é fazer os cálculos corretamente das estimativas. Afinal, requer muita atenção aos detalhes e é preciso colocar na planilha tudo o que envolve custos e estimativas de entradas para se ter um projeto definido e consolidado em números, o que aumentará a chances de se ter sucesso em seu investimento. 

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