O mercado de florestas plantadas

O mercado de florestas plantadas

O mercado de florestas plantadas

Dentro do cenário econômico atual, um bom investimento é o mercado de florestas plantadas. A madeira tem uma demanda nacional e internacional e, por questões ambientais, as empresas estão exigindo cada vez mais a comprovação de que essa matéria-prima tenha procedimento legal. Isso faz com que o mercado de florestas plantadas se torne rentável e tenha investidores. Para saber mais sobre as vantagens desse mercado e como lucrar com ele, confira o conteúdo a seguir. 

O que são Florestas Plantadas?

Florestas plantadas são plantios com o objetivo de recuperar uma área degradada, onde já houve uma floresta natural anteriormente. Esse termo também pode ser utilizado para referir-se a uma área para cultivar espécies de árvores para fins comerciais, sem necessariamente ser uma área em que já existiu uma floresta natural. 

O mercado de florestas plantadas no Brasil se iniciou há mais de um século, segundo o Sistema Nacional de Informações Florestais (Snif). Tudo começou em 1903, quando Navarro de Andrade trouxe mudas de Eucalipto (Eucalyptus spp.) para realizar plantios nos cerrados paulistas, que iriam produzir madeira para dormentes das estradas de ferro. 

O Pinus (Pinus spp.) foi o segundo plantio de florestas plantadas em solo brasileiro em 1974, mais especificamente no sul do Brasil. Como nessa época a Mata Atlântica já havia perdido grande parte de seus recursos naturais, devido ao desmatamento predatório, as florestas plantadas foram bem-vindas para suprir a demanda de madeira. 

De acordo com professor da Esalq/USP, Carlos José Caetano Bacha em seu artigo para o site do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), atualmente, o Brasil se destaca no cenário internacional por suas extensas florestas nativas tropicais e pelas suas florestas plantadas com espécies exóticas, como a de Mogno Africano, por exemplo.

Segundo o Relatório Anual 2019 da Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ), em 2018, o Brasil registrou 7,83 milhões de hectares de florestas plantadas, mantendo-se praticamente estável em relação ao ano de 2017. Os plantios de Eucalipto ocupam 5,7 milhões de hectares desse total, enquanto as áreas com Pinus somam 1,6 milhão de hectares, e outras espécies, entre elas Mogno Africano, Seringueira, Acácia, Teca e Paricá, representam cerca de 590 mil hectares.

Área plantada por segmento industrial (2018)

Fonte: IBÁ

Como é possível perceber a partir dos dados acima, o mercado de florestas plantadas com Pinus e Eucalipto para a produção de papel e celulose já é bastante explorado no Brasil. Por esse motivo, os produtores também começaram a investir em outras espécies de árvores exóticas, como o Mogno Africano.

Mercado de Florestas Plantadas: impactos sociais e crescimento econômico 

O Relatório do IBÁ também ressalta que o mercado de florestas plantadas no Brasil é extremamente benéfico, pois já gerou renda para 513 mil empregos diretos. O mercado estima que ainda poderão ser gerados 3,8 milhões de postos de trabalhos diretos, indiretos e resultantes do efeito renda da atividade de base florestal. Esse total apresentou um aumento de 1,1% em relação a 2017. 

Assumindo-se o número de empregos gerados diretamente e o salário médio líquido dos trabalhadores, a renda gerada pelo setor foi da ordem de R$ 10,2 bilhões. Desse total, cerca de R$ 9,2 bilhões foram agregados ao consumo das famílias, enquanto o valor restante foi direcionado à poupança nacional 

 Já em relação ao crescimento, o mercado de florestas plantadas no Brasil cresceu 13,1% em 2018 com relação ao ano anterior, alcançando uma receita setorial de R$ 86,6 bilhões. Essa evolução do segmento foi muito superior à média nacional, que registrou um aumento no Produto Interno Bruto (PIB) Nacional de 1,1%, enquanto o da agropecuária evoluiu 0,1%, o setor de serviços, 1,3% e a indústria em geral, 0,6%. O mercado de florestas plantadas fechou 2018 com participação de 1,3% do PIB nacional e 6,9% do PIB industrial, de acordo com o Relatório Anual 2019 do IBÁ.

Um dos motivos pelos quais está acontecendo este grande crescimento é devido a escassez de madeira advindas de florestas plantadas para atender à demanda do mercado. De acordo com a consultoria STCP Engenharia de Projetos, de Curitiba em entrevista à revista Época, o problema afeta a indústria moveleira do sul do país e indiretamente toda a cadeia produtiva da madeira, inclusive a siderurgia (o Eucalipto, por exemplo, é combustível na produção de ferro e aço).

O Relatório também mostra que o setor de florestas plantadas para fins industriais alcançou uma receita total de R$ 86,6 bilhões, em 2018, o que representa um crescimento de 13,1% em relação ao ano anterior. Dentro desse montante, o segmento de celulose e papel lidera o ranking dos principais detentores do mercado de florestas plantadas do país, com 35% da área total, seguido pelos produtores independentes e do segmento de siderurgia a carvão vegetal.

Já o Mogno Africano possui hoje no Brasil cerca de 40.000 hectares de florestas de plantadas com idades que variam entre 0 e 30 anos, de acordo com levantamentos feitos pelo IBF. Apesar do crescente número, ainda está longe de inflar o mercado internacional. Ou seja, essa espécie é a melhor oportunidade do mercado de florestas plantadas, já que é altamente lucrativa e ainda pouco explorada pelos produtores brasileiros. 

Mogno Africano e o mercado de florestas plantadas

O mercado de florestas plantadas de Mogno Africano apresenta boa rentabilidade, pois no final de seu ciclo é possível ganhar mais de meio milhão de reais, se o plantio e a manutenção forem realizados com os devidos cuidados.

Além disso, o Mogno Africano se adapta muito bem ao clima e solo brasileiro, pois é parecido com o de seu continente de origem, o que é uma grande vantagem para os produtores. Só não é aconselhável plantar essa árvore em regiões onde acontecem geadas.

Outra vantagem desse plantio é a rapidez de sua maturação biológica. Isso ocorre quando a cerne, que é a parte dura da madeira, é formada. Outras espécies de madeira nobre possuem o crescimento mais lento, como o Ipê Roxo, por exemplo. Ele leva 25 anos para atingir sua maturidade biológica, já o Mogno Africano alcança a maturação entre o 13º e 15º ano. Logo, você terá um retorno mais rápido do que os produtores de Ipê Roxo.

Ademais, a floresta plantada de Mogno Africano começa a ficar interessante financeiramente já no terceiro manejo (entre 12 e 15 anos), quando a madeira em pé é extraída com mais de 25 cm. No seu corte final, o preço do metro cúbico pode chegar a 600 euros conforme a dimensão e qualidade das toras 

É possível observar que o mercado de florestas plantadas está em pleno crescimento e tem expectativas promissoras. Atualmente, o mercado é dominado pelas florestas de Eucalipto e Pinus, mas há uma grande demanda nacional e internacional por madeiras nobres. Por esse motivo, o Mogno Africano é uma boa opção, por suas vantagens em ser uma espécie exótica de madeira nobre. Além de seu alto preço de venda, seu cultivo possui regulações bem mais flexíveis do que as espécies nativas. 

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