Investimento em Mogno Africano x Outras Espécies

Investimento em mogno africano

Investimento em Mogno Africano

Nos dias atuais, está cada vez mais em alta os investimentos em florestas nobres para se obter um grande retorno financeiro e/ou ainda garantir a aposentadoria verde. Investidores experientes têm plena consciência disso. Apesar do retorno ser em longo prazo, investir nesse nicho de mercado oferece possibilidades de grandes ganhos financeiros e também ambientais. Entre os diversos tipos de árvores, o mais aconselhável é o investimento em Mogno Africano. Quer saber o por quê? Descubra lendo o texto a seguir.

Investimento em Mogno Africano x outras árvores

Vamos fazer um comparativo rápido com outras espécies de árvore. 

Eucalipto x Mogno Africano:

O Eucalipto é uma espécie de madeira comum e por isso possui menor valor de mercado. É uma árvore muito popular e costuma ser uma das mais escolhidas pelos produtores, devido a isso sua rentabilidade não seja uma das melhores. Os pontos mais favoráveis são que a sua cultura não possui muitas exigências e também possui um crescimento precoce (o Eucalipto clonado pode atingir a maturidade entre cinco a sete anos). O ponto mais desfavorável é o valor de mercado.

O Mogno Africano com a mesma idade do Eucalipto pode ser até três vezes mais lucrativo. De acordo como Centro de Inteligência em Florestas, o metro cúbico do Eucalipto maduro pode ser vendido no máximo até R$800,00. Em compensação, o valor do metro cúbico do Mogno Africano pode chegar até R$ 3.462,60 aos 18 anos de idade. 

Pínus x Mogno Africano:

O Pínus é bem visto no Brasil por ser versátil, já que com sua a madeira é possível produzir celulose de fibra longa e papel de qualidade superior. Essas vantagens justificam o fato da madeira de Pínus representar 30% das plantações florestais destinadas à produção de papel e celulose no país. Com essa madeira também é possível criar chapas, MDF, OSB, compensado, laminados, móveis e tábuas, que podem ser utilizadas na construção de casas, caixotarias e pallets.           

Mas para além da versatilidade do Pínus, ele pode trazer grandes riscos. Essa espécie se adapta mais facilmente ao clima e solo, porém ela é muito suscetível às doenças e pragas. Ademais, o seu valor de mercado não é o mais atrativo por ser tratar de uma madeira comum. 

Agora, se analisarmos o Mogno Africano, podemos perceber que essa árvore possui alta resistência comparada com o Pínus e outras espécies. Para o Rodrigo Machado, engenheiro agrônomo, em entrevista ao Canal Rural, as principais pragas que atacam o Mogno Africano pode atrair são apenas as formigas e as abelhas da espécie irapuá, que provoca grande bifurcação. A árvore pode ser suscetível há algumas doenças, mas nada alarmante. “Existem também doenças de fácil controle desde que se pegue no início, por exemplo a antracnose, mas já tem combate biológico para ela”, alerta.

De acordo com o IBF, o Mogno Africano se mostra mais vantajoso, pois não entra em autocombustão com acontece em florestas de Pínus e também de Eucalipto. Por não ter risco de incêndio florestal é considerado um investimento mais seguro do que outra cultura.

Teca x Mogno Africano:

A Teca, assim como Mogno Africano, é uma árvore de madeira nobre e com alto valor de mercado. Porém, para fazer o primeiro corte lucrativo, é preciso esperar a Teca ter entre 20 a 25 anos. Já o Mogno Africano começa oferecer madeira de alta qualidade a partir dos 12 anos.

O interessado na produção da Teca também deve verificar se as condições de solo e clima da região de plantio são adequadas, pois essa espécie precisa de mais cuidados. 

Por exemplo, de acordo com o Globo Rural, a Teca não suporta solos muito ácidos, como os do cerrado brasileiro. O ideal é que a terra tenha pH neutro ou ligeiramente ácido. Para um bom crescimento, a planta precisa de um período seco de 3 a 5 meses por ano e de precipitações entre 900 a 2.500 milímetros. Baixas altitudes são prejudiciais e a árvore não suporta geada. Por isso, as plantações no Brasil estão concentradas no Mato Grosso, onde estima-se que a área de cultivo chegue a 40 mil hectares, e no Acre.

Já o Mogno Africano pode ser cultivado em quase todo o país, preferencialmente em solos firmes, bem drenados, arejados, com profundidade maior que 4 m, altitude entre 20 a 1200 m e precipitações anuais acima de 800 mm. Todas as regiões brasileiras, com exceção o norte de Minas Gerais, possuem níveis de precipitações favoráveis ao plantio sem irrigação, segundo o artigo da Casa do Produtor Rural da ESALQ/USP.

O Mogno Africano compensa mais do que outros investimentos?

De um modo geral, ativos florestais, como é o caso do investimento Mogno Africano, têm se apresentado vantajoso como investimentos a longo prazo em nosso país. Segundo o Dinheiro Rural, as taxas de retorno real do investimento em ativos florestais quase sempre estão entre 8% e 12% ao ano, podendo até chegar em 14%. Logo, não há dúvida de que esses investimentos são uma nova oportunidade de negócio em que o Brasil oferece um conjunto de condições únicas, pensando no fator clima e solo.

Apesar do aquecimento, o Brasil ainda está longe de suprir a demanda do mercado madeireiro por Mogno Africano. Hoje, temos apenas 30 mil hectares plantados dessa árvore, somando plantios organizados, consorciados e pequenas iniciativas em todo país. Existe um déficit de cerca de 16 milhões de metros cúbicos no mercado madeireiro, que se fosse para plantar tudo em mogno, representaria cerca de 50 mil hectares plantados e produziria 500 a 1000 hectares por ano, de acordo com IBF.

A taxa de retorno desse tipo de investimento atrai produtores e investidores de todos lugares como já vimos. Dado esse cenário, o presidente do IBF, Solano Aquino, aposta que o hectare implantado pode valorizar em média 18% ao ano. Isso significa que a valorização é maior do que em investimento com o de renda fixa como a Poupança, o Fundo DI e o Tesouro Direto.

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