Reflorestamento de Pinus: vantagens e desvantagens

Reflorestamento de Pinus

Reflorestamento de Pinus

A árvore da espécie Pinus é versátil por sua madeira se transformar em papel, móveis, folhas de madeira, resina, entre outros. Por isso há grandes investimentos no reflorestamento de Pinus, mas será que ele compensa tanto assim? A seguir, você conhecerá mais sobre o reflorestamento dessa espécie, assim como suas vantagens e desvantagens.

Pinus, a origem

As espécies de Pinus têm sua ocorrência natural na região polar até os trópicos, abrangendo os continentes da Europa, Ásia, América do Norte e Central, não ocorrendo naturalmente na América do Sul.

De acordo com a EMBRAPA, os Pinus são cultivados no Brasil há mais de um século devido aos seus múltiplos usos. As primeiras tentativas de introduzir as árvores não tiveram êxitos, pois elas foram plantadas em regiões com condições climáticas muito diferentes de suas origens.

Os primeiros plantios que tiveram sucesso foram das espécies subtropicais no ano de 1936. Segundo a EMBRAPA, com o programa de incentivo fiscal ao “reflorestamento” em meados dos anos 1960, iniciaram-se os plantios comerciais sob regime de silvicultura intensiva nas regiões Sul e Sudeste. No início da década de 1970, com a criação do Projeto de Desenvolvimento e Pesquisa Florestal (Prodepef) foram realizadas várias ações de pesquisa requeridas para gerar subsídios técnicos aos projetos de reflorestamento de Pinus.

Características do reflorestamento de Pinus

De acordo com o Centro de Inteligência de Florestas (CI Florestas), o gênero Pinus possui cerca de 105 espécies identificadas, que são resistentes à seca e muito exigentes com luz, quanto à temperatura, são capazes de suportar de -65°C até 50°C. Eles apresentam diferentes exigências quanto à fertilidade, textura e profundidade do solo. Devido à sua versatilidade, essas espécies possibilitam o plantio em diferentes condições de ambiente.  

No Brasil, as espécies de Pinus mais plantadas são: Pinus taeda, Pinus elliotti (resistentes à geadas), Pinus caribaea var. hondurensis, Pinus oocarpa e Pinus tecunumanii (que toleram déficit hídrico), a maior parte do plantios se encontram nos Estados da região Sul do país.

Pinus e suas Utilidades

Conforme citado anteriormente, o reflorestamento de Pinus é bem visto por ser versátil, já que com sua a madeira é possível produzir celulose de fibra longa e papel de qualidade superior. Essas vantagens justificam o fato da madeira de Pinus representar 30% das plantações florestais destinadas à produção de papel e celulose. 

Com essa madeira também é possível criar chapas, MDF, OSB, compensado, laminados, móveis e tábuas, que podem ser utilizadas na construção de casas, caixotarias e pellets.           

Já a casca de Pinus é usada como substrato para plantas e na produção de mudas da própria espécie em tubetes, para que haja micorrização, promovendo o melhor desenvolvimento da planta no viveiro e no campo, de acordo com a CI de Florestas. 

De modo geral, a partir do gênero de Pinus é possível produzir resina, que destilada fornecerá Breu – fase sólida – usado na produção de colas, vernizes, tintas e adesivos e Terebintina – fase líquida – usado na indústria de solventes, fungicidas, germicidas, cânfora sintética. 

Depois do processo de resinagem, a madeira ainda pode ser usada na serraria e usada na indústria de celulose. Contudo, após todo esse processo, é preciso tomar precauções, já que a madeira pode ficar abrasiva. 

Desvantagens do Reflorestamento de Pinus

É inegável a versatilidade do Pinus, contudo é necessário analisar os riscos que ele traz. Apesar dessas espécies se adaptarem mais facilmente ao clima e solo, elas também são muito suscetíveis às doenças e pragas. Ademais, o seu valor de mercado não é tão atrativo. 

Doenças no Pinus

De acordo com CI Florestas, o Pinus pode ser atacado por patógenos, principalmente fungos, desde a fase de viveiro até em plantios adultos, sendo as principais doenças:

  • causado por ataque dos fungos e o uso de substratos contaminados por fungos de solo e também por condições de alta umidade no viveiro. O sintoma é a lesão necrótica na região do colo da plântula; murcha, enrolamento e secamento de cotilédones; tombamento de plântulas em reboleira e morte.
  • o ataque dos fungos Cylindrocladium sp. e Fusarium sp ocasionam a murcha e morte de mudas devido às lesões necróticas em suas raízes.

Além delas, o Pinus também corre o risco de contrair:

  • Mofo-cinzento
  • Armilariose
  • Queima de acículas por Cylindrocladium
  • Seca de ponteiros e morte de árvores por Sphaeropsis
  • Ausência de micorrizas
  • Fumagina
  • Afogamento de coleto
  • Enovelamento de raízes

Pragas no Pinus

O CI Florestas também ressalta que o Pinus é sensível à alguns tipos de pragas, como:

  • Formigas cortadeiras
  • Vespa da madeira
  • Pulgões de Pinus – Cinara pinivora e Cinara atlantica

Como se pode perceber, o reflorestamento de Pinus necessita de cuidados especiais, pois é uma espécie de árvore mais delicada e exige uma grande dedicação para que todo o dinheiro investido nessas plantações valha à pena.

Valor de mercado do Pinus

Comparado a outras árvores disponíveis para investimento, o Pinus tem se mostrado pouco atrativo devido ao seu valor de mercado. 

O engenheiro civil catarinense Joerberth Petkov, membro da Associação Brasileira dos Produtores de Mogno Africano, afirma que o preço da colheita de Pinus é alto comparado com sua rentabilidade, pois a maior parte da madeira acaba virando carvão. O investimento por hectare é de R$ 5 mil, para uma renda de apenas R$ 13 mil em cinco anos em entrevista cedida ao Dinheiro Rural.

Por isso, Petkov conta que decidiu por outras opções, como o Mogno Africano. Com essa espécie de árvore, ele espera colher 270 metros cúbicos por hectare, o que lhe garantirá R$ 80 mil por unidade de área.

As perspectivas do Pinus para o mercado externo também não são boas. De acordo com o presidente da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), José Carlos Januário, em entrevista para o Portal RBJ, o com compensado de Pinus tem uma alta tributação para os países importadores.

“O compensado de Pinus do Brasil para os Estados Unidos é taxado em 8% de impostos de importação. Para a Europa são 7% e México, 6%, enquanto que os nossos vizinhos Chile e Uruguai não têm qualquer taxação”, aponta Januário. 

Mogno Africano: opção mais segura

Levando em consideração os riscos que o reflorestamento de Pinus traz, vale pensar em outras alternativas para se ter uma aposentadoria verde mais sustentável. 

Uma opção que está em alta no mercado, mas que ainda é pouco divulgada, é o reflorestamento de mogno africano. 

Segundo o Instituto Brasileiro de Florestas (IBF), a madeira do Mogno Africano se mostra de baixo risco por ser apreciada no mercado interno e externo, além de ter um preço atrativo por metro cúbico. 

Em relação às pragas, o Mogno Africano somente tem como inimigo a formiga e a matocompetição, mas que podem ser facilmente controlados por meio da prevenção com manutenções para controlar as formigas e o mato. 

Além disso, ao contrário das florestas de Pinus, o Mogno Africano não possui autocombustão. Isso significa que não se considera o risco de incêndio florestal.

Portanto, em vista das vantagens e desvantagens do reflorestamento de Pinus, é possível perceber que suas desvantagens se sobressaem e não são compensáveis se compararmos ao reflorestamento de Mogno Africano, que é um investimento mais seguro do que a cultura de Pinus. 

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