6 melhores árvores para reflorestamento comercial

Está pensando em investir em reflorestamento comercial e não sabe qual espécie possui o melhor custo benefício? Separamos neste artigo as 6 melhores árvores para reflorestamento comercial.

Antes de começarmos a falar de cada uma das espécies selecionadas, é importante saber as características esperadas das árvores para reflorestamento comercial.

O principal ponto que faz uma espécie ser boa para esse tipo de reflorestamento é o tempo de produção e crescimento da espécie, a qualidade da madeira ofertada e o seu valor no mercado.

Em projetos de longo prazo (12 a 17 anos) as espécies consideradas nobres são as mais rentáveis para florestas comerciais. As características principais são a alta resistência ao ataque de pragas e a durabilidade da madeira em conjunto com a sua beleza.

Veja agora quais são 6 melhores árvores para reflorestamento comercial.

1º lugar: Mogno Africano

Madeira nobre e com alto retorno financeiro, essas são as principais características do Mogno Africano. A espécie é considerada a melhor para a realização de reflorestamento comercial devido ao seu alto valor agregado.

Muito procurada no mercado, o Mogno Africano ganha destaque para o reflorestamento comercial principalmente pela sua alta resistência à pragas. A madeira é muito comercializada para fins na construção civil e naval, lâminas, painéis, produção de instrumentos musicais, móveis de luxo, pisos, revestimentos e outros.

O plantio da espécie iniciou no estado do Pará, se espalhando para as regiões Centro-oeste, Sudeste, e recentemente no Nordeste e Sul do Brasil. O mogno africano se desenvolve bem em terra firme com clima tropical úmido ou subtropical, com restrições em regiões que apresentam geadas ou solos alagadiços.

As árvores desbastadas no primeiro e segundo desbaste possuem uma receita estimada de R$ 3.788,05/ha, aos 12 anos pode ocorrer o playback, a receita bruta estimada do terceiro desbaste é de R$ 236.334,00. O corte raso, previsto para 17 anos é estimado em R$ 795.638,78. Para saber mais sobre a lucratividade do Mogno Africano, baixe nossa planilha modelo gratuita de investimento AQUI.

2º Lugar: Teca

A Teca é uma espécie exótica presente principalmente no subcontinente índico e no sudeste asiático.

O plantio da Teca no Brasil precisa ser cercado de cuidados em relação ao solo e clima da região. Para o bom desenvolvimento da espécie, é necessário realizar o plantio em solo com Ph neutro, uma vez que a espécie não suporta solos muito ácidos, como do cerrado brasileiro. A planta também necessita de um período seco de 3 a 5 meses por ano.

No Brasil, a espécie leva em média 25 anos para alcançar a fase adulta, podendo ser comercializada a partir do quinto ano. Essa primeira fase da madeira pode ser utilizada para confecção de cabos de vassoura, portas e móveis rústicos. As madeiras de árvores mais maduras podem ser utilizadas para construções civis, navios, cercas e estacas.

A região de maior predominância de plantios da Teca no Brasil é o estado do Mato Grosso, devido às condições climáticas e perfil do solo.

Em relação ao investimento e rendimento financeiro. A madeira em seus primeiros 5 anos, pode valer até R$ 150,00 m³ e em fase adulta o hectare pode valer até U$ 50 mil.

3º Lugar: Ipê

Espécie nativa, o Ipê é muito utilizado para o reflorestamento de mata ciliares e também para arborização urbana, sendo a árvore ornamental mais plantada no Brasil. Já foram catalogados cerca de 100 espécies de ipê.

O ipê possui madeira de alta resistência, pesada e escura que é utilizada para fabricação de mourões, pontes, postes, varais de carroça, eixos de roda, entre outros. A espécie também é empregada para produção de produtos não madeireiros. A entrecasca, especialmente do ipê-amarelo, possui propriedades terapêuticas e é manipulada para tratamento de garganta e estomatites.

O retorno financeiro da madeira é em média R$ 1.500,00 m³, variando de acordo com a localidade.

4º Lugar: Guanandi

O Guanandi é uma árvore nativa do Brasil e pode receber outros nomes de acordo com a região do país. É considerada uma madeira de lei, devido ao alto valor agregado e ao uso para fins nobres.

Por ser uma árvore nativa, o Guanandi garante maior vantagem ao meio ambiente a biodiversidade local. A espécie se adapta facilmente nas florestas hidrófilas, que são inundadas em parte do ano. Crescem bem em solos úmidos, argilosos e saturados por água.

O corte para uso da madeira é indicado entre 18 a 30 anos, sendo possível realizar o primeiro corte com 11 anos. A madeira pode ser vendida para fins de lenha, móveis rústicos. Gerando até R$ 2.000,00 m³ após o 20ª ano do plantio.

5º Lugar: Eucalipto

O Eucalipto é muito comercializado para o uso na indústria de celulose e papel, sendo considerada uma árvore comum exótica.

A produção do eucalipto pode ser realizada por meio de sementes ou clones de uma matriz. A poda na árvore plantada por meio de semente pode iniciar entre 10 e 12 anos. Já na árvore plantada por meio de um clone de matriz a poda pode iniciar a partir de 5 a 7 anos após o plantio.

Para uso da madeira em locais externos, ao ar livre, é essencial que seja realizado o tratamento em autoclave. Esse tratamento colabora para a durabilidade do produto final e é considerado um ponto negativo da espécie, uma vez que demanda tempo e investimento financeiro.

O valor de venda da espécie varia de acordo com a região do país, chegando em R$ 77,50 m³.

6º Lugar: Pinus

O Pinus, cultivado amplamente no Brasil há um bom tempo, é considerado uma espécie exótica comum. Os estados que mais realizam o plantio são São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, devido às características climáticas.

A principal finalidade da madeira do Pinus é a fabricação de móveis, estrados, caixotarias, embalagens de madeiras e construção civil. A madeira também pode ser utilizada para produção de resina muito útil para desenvolvimento de adesivos, cola de papel, componentes de perfumes e sabonetes.

A rentabilidade financeira não é muito alta, assim como o Eucalipto. O primeiro corte pode ser realizado a partir de 8 anos após o plantio. Os valores variam de acordo com a região, mas toras em pé com essa idade são comercializadas em média por R$50,00 m³. Toras em pé com idade de 21 anos para frente, com mais de 35 cm de diâmetro podem ser comercializadas em média por R$ 180,00m³.

Quer investir em reflorestamento comercial e ainda tem dúvidas sobre qual espécie cultivar? Entre em contato, nós podemos te ajudar!

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